Se eu tivesse saúde e dinheiro e andasse, como elas andam, a aparecer em toda a parte e a receber em suas casas toda a gente de influência nos jornais, já falavam de mim porque isto é assim: quem não aparece, esquece.


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Tem gente que sente o que a gente sente e passa isto docemente. Tem gente que vive como a gente vive, tem gente que fala e nos olha na face, tem gente que cala e nos faz olhar. Toda essa gente que convive com a gente, leva da gente o que a gente teme passa a ser gente dentro da gente. Um pedaço da gente em outro alguém.Em Portugal toda a gente queria acabar com a guerra. E acabou-se. Como agora toda a gente quer que o neo-liberalismo e os mercados a mandar nos Estados desapareçam. Porque a crise do euro não é só financeira e económica é também social, política, ética e ambiental. O neo-liberalismo, a ideologia que provocou a crise, contra as pessoas e em favor do dinheiro, está moribunda e não vai poder perdurar muito.Toda a gente, em nome da igualdade, concluiu que também tinha mérito e toda a gente vociferou para obter as suas vantagens.Com a chuva, parece que quanto mais se olha para as nuvens, menos elas parecem dispostas a mandar alguma pinguinha de água. É assim com a maior parte das coisas. É quando a gente se esquece que, de repente...Não é amar as raparigas tratá-las como seres que não entendem senão as suas lisonjas e as suas anedotas; só as amará e só elas o poderão amar a você, para além das enganadoras aparências, quando a sua alma se lhes abrir, e com todos os seus problemas, todas as suas angústias, toda a sua seriedade, toda a sua gravidade humana.Só em tais extremos é que nos apercebemos de como toda a gente está perdida em si própria para lá da esperança da salvação, e a única consolação é ver outras pessoas e a lei que as governa a elas e a tudo.