Do apartamento de Dora Ouve-se o ruído lá fora Do carnaval que já vem. O samba do morro desce E a gente do morro esquece Do gosto que a vida tem.


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Cartola e eu nos conhecíamos desde crianças, vivíamos ali no morro. Ele saía num bloco e eu em outro. Depois ele fundou a Mangueira e eu comecei a sair nela. Cartola casou-se com uma moça e eu também casei com outro rapaz. Saí do morro e ficamos muito tempo longe um do outro. Mais tarde eu fiquei viúva, ele também. Um dia nos reencontramos na casa da minha irmã. Ele jogou aquele papinho dele, eu também estava ã toa, e daí estamos juntos até hoje.Morro aos poucos em todos aqueles que gostam de mim.É assim, eu morro difícil, mas eu não tenho medo de ir.Que, se viver não posso, Homem formado só de carne e osso, Esta vida que perco, Amor ma deu; Que não sou meu: se morro, o dano é vosso.Amei a justiça e odiei a iniquidade, por isso morro no exílio.Eu morro um pouco para dentro quando vejo a palavra