A vida à beira-mar, para um escritor, tem a desvantagem de o fazer esquecer o mundo. É tão absorvente e tão embalador este ritmo contínuo das ondas, que se perde a memória do resto.


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A vida não tem retrocessos, e não para a frente, ela se desenrola no seu próprio ritmo tão nunca perder uma chance de viver hoje, e fazer uma bela história para amanhã.Deixaremos este mundo tão tolo e tão malvado como o encontrámos quando chegámos a ele.A felicidade na vida é já uma coisa tão restrita e quase convencional que tirar da vida uma parcela mínima desse luzente tesoiro, tão ambicionado e tão quimérico, é a maior das loucuras humanas.Viver me deixa tão nervosa, tão à beira de. Tomo calmantes só pelo facto de estar viva: o calmante me mata parcialmente e embota um pouco o aço demasiado agudo da minha lâmina de vida. Eu deixo de fremir um pouco. E passo a um estágio mais contemplativo.Eu olhei para o mar e viu o nosso amor no oceano sem fim. Eu olhei para o chão e viu como as ondas apagado cada memória.Eu sofri muito com ondas e guerras, e agora deixe este julgamento se juntar ao resto.